O Maracatu Boigy é um grupo de maracatu de baque virado que desenvolve ações sócio-culturais em prol da transformação da sociedade. Criado em 22 de agosto de 2003 na cidade de Mogi das Cruzes - SP. Tem como objetivo participar e promover atividades de formação e ação contra o racismo e pela igualdade, pela preservação e divulgação da cultura negra e popular. A entidade desenvolve ações transversais como seminários, debates, palestras e diversas oficinas sobre a cultura popular. O público alvo são as crianças, adolescentes/jovens, adultos, estudantes e a comunidade em geral.
Acreditamos que a cultura do maracatu pode ser uma forma de resgatar a história dos escravos e reconstruir a identidade, transmitir valores e habitos, reunir as pessoas em torno de questões que são comuns aos descendentes dos escravos.
Através das toadas pretendemos relembrar a história e, mais que isso, homenagear personagens da luta dos escravos, não pretendemos promover nenhum tipo de pensamentos de brasilidade ou levantar bandeiras do estado de Pernambuco ou de qualquer outro que seja, por que entendenmos que a bandeira do estado de pernambuco não representa a totalidade dos pernambucanos como também a bandeira do Brasil não representa a totalidade dos brasileiros. Desde a escravidão nosso povo é dividido entre senhores e escravos, portanto essa bandeira não foi escolhida pelos escravos. Resgatamos nossa verdadeira história e a cultura por que entendemos que a história na versão dos senhores é a que nos vem sendo nos contada na escola e no nosso dia a dia.
Entendemos o que muitos percebem hoje que a cultura do maracatu é uma riqueza mantida viva com muito esforço pelos maracatuzeros sendo um legado cultural do povo negro foi junto com os negros, nas periferias, onde essa cultura tem sobrevivido ao longo da história, foi nas ruas sem asfalto que essa cultura sobreviveu e que essa riqueza pode e deve ser usada em prol da igualdade e não pode ser transformada em mercadoria por simples interesses comerciais da insdústria cultural.
Hoje a cultura do maracatu está em vários estados brasileiros e é "brincada" por muitos jovens de todas as classes e isso pode dar a impressão que vivemos numa democracia racial.
O que de fato é uma mentira.
Se a riqueza imaterial das classes populares deve ser usufruída por todos então façamos o mesmo com a riqueza material. Esse maracatu vai ajudar nos reunir. Nossa religião, no sentido de fazer com que a gente se "re-ligue", fazendo a gente se unir de novo e ganhar força.
O Maracatu Boigy pretende recriar laços de união!!
Nosso baque é de festa sim, com nossos irmãos, com nosso povo, com todos e todas que desejarem construir um mundo melhor; com esses nós sorrimos, comemos e bebemos em comunhão.
Mas é de guerra também
Aos senhores do engenho, aos donos, que de alguma maneira em algum momento da história se apropriaram de tudo e nos mantem desde então sob seu jugo.
Grupo de Maracatu de Baque Virado da cidade de Mogi das Cruzes-SP. Esse é um projeto autônomo e independente; não nos atrelamos a empresas, partidos políticos ou governos. Raça e classe.
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domingo, 11 de julho de 2010
O Blog
Tanto o blog como seus textos estão em constante atualização.
Dúvidas, críticas, reclamações, elogios ou sugestões devem ser enviadas ao endereço que consta na página de contatos.
Obrigado à todos!
Maracatu Rio das Cobras Vive!
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terça-feira, 8 de junho de 2010
Nosso nome
O Nome Boigy vem do nome com o qual os índios, os primeiros habitantes dessa terra chamavam a região, que era chamada originalmente de M'Boigy, que significa "Rio das Cobras". Esse nome era devido a forte influência que o Rio Tietê tem na região. Com o passar do tempo a palavra sofreu alterações até chegar a forma atual do nome da cidade, Mogi.
O nome foi dado ao grupo pela turma da primeira oficina que aconteceu no espaço da "Associação Pró + Vida São Sebastião" no centro de Mogi das Cruzes, no ano de 2003, proposto por Lucia, uma das participantes e aceito por todos, Lucia também é a pessoa que com sua arte pintou as nossas primeiras camisetas.
Sobre a pronuncia do nome
Ja escutei por aí por esse mundão algumas formas erroneas de se pronunciar o nome, na verdade não fazemos questão de que as pessoas pronunciem do jeito correto pois entendemos que os erros são frutos da falta de informação.
A pronuncia do nome é BOIGÍ
O nome foi dado ao grupo pela turma da primeira oficina que aconteceu no espaço da "Associação Pró + Vida São Sebastião" no centro de Mogi das Cruzes, no ano de 2003, proposto por Lucia, uma das participantes e aceito por todos, Lucia também é a pessoa que com sua arte pintou as nossas primeiras camisetas.
Sobre a pronuncia do nome
Ja escutei por aí por esse mundão algumas formas erroneas de se pronunciar o nome, na verdade não fazemos questão de que as pessoas pronunciem do jeito correto pois entendemos que os erros são frutos da falta de informação.
A pronuncia do nome é BOIGÍ
Nossa História
Nossa história inicia-se a partir de oficinas de "maracatu de baque virado" realizadas em nossa cidade e ministradas por Silvio Ribeiro Viana, do ano de 2003 ao ano de 2006, nesse período a oficina por exigência da Secretaria Municipal de Cultura circulou por várias comunidades, passando por Jd. Aeroporto III, Vila Industrial, Mogilar entre outras, o que dificultava a formação do grupo. Desde seu início o grupo teve a oportunidade de realizar apresentações dentro do município, como as festas do folclore que participamos desde 2003 até este ano, e que consideramos de fundamental importância e em outras cidades, em parceria com outros grupos da mesma linha, como a "Cia. Porto de Luanda" coordenada por Silvio, na região de Itaquera. Desde de 2007 o grupo segue coordenado por Ale que tendo participado das oficinas desde o princípio e continuado após o término das mesmas, fazendo parte do elenco da já citada "Cia. Porto de Luanda", na região de Itaquera, decidiu que esse Maracatu não iria parar. Desde então vem fazendo valer o aprendizado que desenvolveu nesse tempo, ensinando o que aprendeu a outras pessoas.
No fim de 2006 reunimos um pequeno grupo de ex participantes da oficina, que ensaiou até o final do mesmo ano.Em 2007 mais uma tentativa frustrada de reunir os antigos participantes das oficinas. Em meados de 2008 Ale começa uma oficina de baque de maracatu na escola Coronel Benedito de Almeida, no centro da cidade, os trabalhos aconteciam aos sábados, exporadicamente éramos obrigados a buscar locais alternativos para a realização da atividade, o objetivo era juntar novos batuqueros pra esse maracatu, a oficina teve duração até fevereiro de 2009, quando alguns poucos e valorosos batuqueros e batuqueras passam a compor o Maracatu Boigy.

Oficina na escola Cel. Benedito de Almeida.
Em 2009 o Grupo volta a realizar atividades no bairro onde tudo começou, o Jd Aeroporto 3 na periferia da cidade, começa uma nova empreitada, uma oficina de baque virado para as crianças da comunidade, a oficina dura até o final do mesmo ano e faz ter certeza que esse maracatu jamais deveria ter saído da periferia onde realmente prestava um grande serviço no sentido de resgatar a autoestima da comunidade negra.
Oficina no Jd Aeroporto III / 2009
(foto do Jornal Mogi News)
Atualmente o grupo voltou a realizar oficinas abertas, dessa vez aos domingos, na escola Dr. Deodato Wertheimer uma escola que se localiza no bairro da Vila Industrial também em Mogi.
As pessoas que formam o Maracatu Boigy hoje são: Sandra, Rogério, Angela, Nega, Fabio, Rudnei, Davi, Marcia e Ale.
Com pessoas recém chegadas e também outras que ja haviam participado do grupo no seu princípio, com toadas próprias e com muita garra o Maracatu Boigy segue em frente.
Axé!!!
Mais de nós
No fim de 2006 reunimos um pequeno grupo de ex participantes da oficina, que ensaiou até o final do mesmo ano.Em 2007 mais uma tentativa frustrada de reunir os antigos participantes das oficinas. Em meados de 2008 Ale começa uma oficina de baque de maracatu na escola Coronel Benedito de Almeida, no centro da cidade, os trabalhos aconteciam aos sábados, exporadicamente éramos obrigados a buscar locais alternativos para a realização da atividade, o objetivo era juntar novos batuqueros pra esse maracatu, a oficina teve duração até fevereiro de 2009, quando alguns poucos e valorosos batuqueros e batuqueras passam a compor o Maracatu Boigy.

Oficina na escola Cel. Benedito de Almeida.
Em 2009 o Grupo volta a realizar atividades no bairro onde tudo começou, o Jd Aeroporto 3 na periferia da cidade, começa uma nova empreitada, uma oficina de baque virado para as crianças da comunidade, a oficina dura até o final do mesmo ano e faz ter certeza que esse maracatu jamais deveria ter saído da periferia onde realmente prestava um grande serviço no sentido de resgatar a autoestima da comunidade negra.
Oficina no Jd Aeroporto III / 2009
(foto do Jornal Mogi News)
Atualmente o grupo voltou a realizar oficinas abertas, dessa vez aos domingos, na escola Dr. Deodato Wertheimer uma escola que se localiza no bairro da Vila Industrial também em Mogi.
As pessoas que formam o Maracatu Boigy hoje são: Sandra, Rogério, Angela, Nega, Fabio, Rudnei, Davi, Marcia e Ale.
Com pessoas recém chegadas e também outras que ja haviam participado do grupo no seu princípio, com toadas próprias e com muita garra o Maracatu Boigy segue em frente.
Axé!!!
Agradecimentos
Galera
Vim aqui pra agradecer as pessoas que estão "sempre" comigo.
Minha família, Dona Terezinha e Seu Benê.
Márcia(minha nega véia), Angela, Rogério, Sandra, Fabio, Nega (Nivalda) A turminha do Boigy de amanha também é de muita importância , Thaizinha, Juu e agora a Melissinha. A Dona Luzia e toda a turminha do Jd. Aeroporto 3 que é um lugar que sempre que conseguimos estar lá parece que estamos mais fortes.
A Marlene da Pastoral Afro, uma mulher guerreira.
A quase todos que passaram pelo Maracatu Boigy nas oficinas do Coronel Almeida. Aos que estão chegando agora ...
São as pessoas que me ajudam a continuar sonhando e lutando, o Maracatu Boigy é isso.
Uma vez me perguntaram o que era o Maracatu Boigy, ele é isso.
Um sonho.
Queria também agradecer ao Coletivo Libertário Trinca e o apoio que o coletivo me dá nesse projeto.
Obrigado também ao Maracatu Porto de Luanda. Axé Porto de Luanda!!!
Ao Grupo Sucatas Ambulantes
Ao Grupo Jabuticaqui.
Obrigado também a Wanessa, Jamesson e Ivaldo (Nação Cambinda Estrela)
e Gil (Nação Leão Coroado) pela força.
E com muita persistência, vencendo todos os obstáculos nós vamos seguindo.
Axé !!!
Salve o Maracatu do Rio das Cobras
Salve Zumbi, Salve Malunguinho e o escravo Sebastião.
Vim aqui pra agradecer as pessoas que estão "sempre" comigo.
Minha família, Dona Terezinha e Seu Benê.
Márcia(minha nega véia), Angela, Rogério, Sandra, Fabio, Nega (Nivalda) A turminha do Boigy de amanha também é de muita importância , Thaizinha, Juu e agora a Melissinha. A Dona Luzia e toda a turminha do Jd. Aeroporto 3 que é um lugar que sempre que conseguimos estar lá parece que estamos mais fortes.
A Marlene da Pastoral Afro, uma mulher guerreira.
A quase todos que passaram pelo Maracatu Boigy nas oficinas do Coronel Almeida. Aos que estão chegando agora ...
São as pessoas que me ajudam a continuar sonhando e lutando, o Maracatu Boigy é isso.
Uma vez me perguntaram o que era o Maracatu Boigy, ele é isso.
Um sonho.
Queria também agradecer ao Coletivo Libertário Trinca e o apoio que o coletivo me dá nesse projeto.
Obrigado também ao Maracatu Porto de Luanda. Axé Porto de Luanda!!!
Ao Grupo Sucatas Ambulantes
Ao Grupo Jabuticaqui.
Obrigado também a Wanessa, Jamesson e Ivaldo (Nação Cambinda Estrela)
e Gil (Nação Leão Coroado) pela força.
E com muita persistência, vencendo todos os obstáculos nós vamos seguindo.
Axé !!!
Salve o Maracatu do Rio das Cobras
Salve Zumbi, Salve Malunguinho e o escravo Sebastião.
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